
Olhando pra trás e analisando a trajetória da minha vida sei que sou e sempre fui uma menina estranha.Tímida, típica garota do interior,calada, quieta, amuada no canto, sempre com os olhos no chão, o coração na mão e um nó na garganta. Sempre motivo de risos, sempre a última escolhida, sempre deixada de lado. Toda a humilhação, a dor, a exclusão e o estranhamento foram deixados no seu devido lugar, no passado. Porém, ninguém é ileso a história da própria vida, o que você é de fato, foi construído parte por seu caráter e parte pelas experiências que você viveu. Eu não sou diferente. Hoje sou uma mulher, mas ainda visto minha armadura pra sair de casa. Carrego em mim, ainda, o olhar mais triste na multidão, que olha pra cima, pro lado, pra baixo, em busca de qualquer coisa familiar em que posso descansar os olhos por uns segundos. Não sou de falar, custo a me abrir para amigos imagine para desconhecidos. Não sou bonita e nem tento, também não me importo, aprendi a ver além das aparências. Não sou simpática, nem forço simpatia, pois não sou miss e não sou obrigada. Não sou capaz de socializar, quando colocada em convívio social de forma repentina me fecho como planta carnívora ao sentir um simples toque. Não vou confiar em ninguém, não posso. As pessoas me mostraram por anos que não são confiáveis, elas me colocaram nomes, bateram portas na minha cara e disseram com todas as letras que eu nunca seria boa o bastante. Hoje eu sei que sou exatamente o que eu quero ser, THAIS MENEZES TEIXEIRA, muito prazer. Eu não preciso das pessoas que não me querem bem. Se você não me acrescenta em nada, não vou permitir que diminua. Já me diminuíram demais, cheguei ao mínimo de mim e agora cresço novamente, no meu ritmo lento, feito filhote de fênix. Não tenho medo de expor minha opinião, é uma das poucas coisas que tenho que ninguém jamais vai poder tirar. Hoje eu sei que quanto mais perdida em mim mesma estiver, menores são as chances de um ser externo me machucar. O caminho que escolhi é deveras solitário, mas assim evito perder meu tempo catando pedacinhos de coração pela estrada. Sei que soo fria, mas é que meu caminho é longo e complicado demais pra esperar que alguém se habilite a caminhar ao meu lado. Deixo àqueles que convivem comigo as seguintes opções: Você pode me amar (eu sinceramente não recomendo), pode me odiar ( também não acho bom alimentar esse tipo de sentimento), ou pode fazer como a grande maioria e me ignorar. Porém, não pode me julgar sem antes me conhecer.